Expert Tools · Trilha 4: documentação · Guia 10
Cotar MEP em corte e elevação
A mesma ferramenta, outro eixo: aqui a medida é a altura. As cotas encadeiam de baixo para cima, por prumada, a partir do nível ou do piso.
Para que serve
A altura dos pontos elétricos e hidráulicos é informação de obra: tomada a 30 cm, interruptor a 1,10 m, ponto de chuveiro na altura certa. Essa cota vive no corte ou na elevação, e é tão repetitiva quanto a de planta.
A cotagem vertical não é a mesma coisa que a horizontal com outro nome: o eixo de trabalho muda, a referência muda e o agrupamento muda. Por isso ela tem configuração própria, que aparece automaticamente quando a vista ativa é um corte ou uma elevação.
O que muda em relação à planta
| Aspecto | Planta (Guia 09) | Corte e elevação |
|---|---|---|
| Eixo da medida | Horizontal | Vertical, a altura |
| Referência | Cinco opções em Cotar contra | Duas opções em Base da medida: Nível ou Piso / Suporte |
| Agrupamento | Por fileira | Por prumada: dispositivos alinhados na vertical |
| Encadeamento | Ao longo da fileira | Do apoio abaixo do dispositivo mais baixo, subindo |
Na vertical, a medida sempre parte de baixo, e só duas coisas fazem esse papel: o nível do projeto ou o piso/suporte sob o dispositivo. Parede, pilar e linha de CAD, que fazem sentido na planta, não têm função como base de altura. Por isso o cartão se chama Base da medida e traz apenas essas duas opções.
Antes de começar
- Login com assinatura ativa.
- Corte ou elevação ativo. O botão habilita nesses dois tipos de vista, além da planta.
- Dispositivos visíveis no corte. Se o corte não pega a parede onde estão os pontos, não há o que cotar.
Passo a passo
- Abra o corte ou a elevação onde estão os pontos
- Clique em Cotar MEP o painel abre já com a configuração de corte, que é diferente da de planta.
- Marque as categorias Mesma lógica da planta, com o contador de marcadas e a opção de incluir dispositivos de vínculo.
- Escolha a Base da medida Nível quando a altura é contada a partir do nível do projeto, ou Piso / Suporte quando o que manda é o elemento sob o dispositivo (o caso típico de laje rebaixada ou piso técnico).
- Ajuste offset e tolerância da prumada A tolerância aqui define quanto dois dispositivos podem estar deslocados na horizontal e ainda serem considerados da mesma prumada.
- Clique em Cotar dispositivos e selecione a região as cotas de altura são criadas, encadeadas de baixo para cima em cada prumada.
De onde vem a altura de cada dispositivo
Esse detalhe explica quase todas as dúvidas do aluno:
- Dispositivos elétricos costumam trazer um plano de referência próprio de altura na família. Quando ele existe, é ele que manda: a cota mede exatamente o ponto que o projetista definiu como referência do dispositivo.
- Dispositivos hidráulicos e demais casos usam a geometria visível do elemento no corte.
Referências verticais são mais frágeis que as de planta. A ferramenta só mantém a cota que resiste à criação de verdade; o que não resiste é descartado, para não deixar cota inválida ou invisível na prancha.
Âncora em vínculo
A opção aqui se chama Usar âncora em vínculo (reload-proof), o equivalente ao "criar linha de referência" da planta. Ligada, a cota sobrevive ao recarregamento do vínculo; desligada, ela é direta e quebra.
No corte, a âncora só é criada quando a opção está ligada no momento da cotagem. Ligar depois não converte as cotas já criadas: seria preciso recotar. E, como na planta, ela protege contra o recarregamento, não contra o vínculo mudar de lugar.
Quando não funciona
| Sintoma | Por que acontece | Solução |
|---|---|---|
| O botão está cinza no corte | A vista ativa não é corte nem elevação (pode ser um detalhe ou uma folha) | Ative o corte de verdade, ou o viewport dele na folha |
| Nenhuma cota criada, mas há dispositivos na tela | Eles estão fora do plano do corte, apenas visíveis ao fundo | Ajuste a profundidade do corte para conter os dispositivos |
| Dispositivos da mesma parede em prumadas separadas | Deslocamento horizontal acima da tolerância | Aumente a Tolerância da prumada (mm) |
| A altura cotada não bate com a esperada | A família mede a partir de um ponto de referência diferente do que você imagina | Confira o plano de referência de altura na família |
| Um dispositivo foi ignorado | Não foi possível criar uma referência vertical estável para ele | Cote esse ponto manualmente; é caso isolado |
Limites conhecidos
- Não cota distância horizontal no corte. Nessa vista, a medida é altura.
- Só duas bases de medida. Nível ou piso/suporte; não há como cotar contra parede, pilar ou linha de CAD na vertical.
- Depende da qualidade da família. Se a referência de altura não existe ou está mal posicionada, a cota reflete isso.
Resumo de 30 segundos
- Abra o corte ou elevação onde os pontos aparecem.
- Botão Cotar MEP: o painel troca sozinho para a configuração de corte.
- Escolha a base da medida: nível ou piso/suporte.
- O agrupamento é por prumada; a tolerância define o que é a mesma prumada.
- Vínculo que atualiza? Ligue a âncora antes de cotar.
- Cotas encadeiam de baixo para cima, em cada prumada.
Notas de gravação
- Mostre o painel mudando de configuração ao trocar de planta para corte. É a prova visual de que são duas estratégias.
- Use uma parede de banheiro ou cozinha: várias alturas na mesma prumada, que é o cenário real.
- Compare a altura cotada com o parâmetro da família na tela: elimina a desconfiança de que "o número está errado".
- Se algum ponto for ignorado, não corte a gravação: explique que é caso isolado e cote manualmente. Honestidade aqui poupa suporte.